quarta-feira, 4 de março de 2009

Finalmente não somos ninguém

Notícias poderiam atingir como uma lâmina e três bocas dizendo como agir em menos de um dia, elas seriam meus estigmas.
Ele se vestia de branco, dizendo:
- Morto como um morto deve ser.
Vinte e cinco dias estão a contar, amanhã esta chegando cada vez mais tarde e hoje não é primeiro de abril, estou ansioso se os que se vestem de branco realmente conheceram minha anatomia, eu não estarei ensaiando, estarei a prevenir – me, com pílulas que não iram matar.
Mas desta vez eu sei que não serei o único otimista, mas eu não posso duvidar de suas habilidades, que o torna o meu inimigo.
Eu poderia já saber, que daqueles que me cercam alguns iriam escolher o modo mais fácil de lidar, eu respeitarei isto, tudo bem, porque amar é deixar, como dizem. Talvez seja somente eu, que gosta das coisas estarem erradas, pois eu compreendo que quando vivo de momentos felizes nada aprendo, e nos momentos infelizes eu aprendo mais.
Somente irei extrair de edemas pulmonares e tecido cardíaco comprometido, assim irei assistir meus pensamentos, pensando e pensando, assistindo grandes pessoas surgindo e recordando – me que algumas tão significativas estão se perdendo em brumas quando estou somente em transportes públicos, sim eu poderia persuadir, mas este caso, eu não serei impaciente, não por menos afeto, mas por suas necessidades, assim respeito a não irei ser egoísta, somente prometerei a elas que serei um homem melhor.

Com o prazer da preocupação, de quem eu menos sabia sobre e sempre soube tanto de minha pessoa, se torna algo além de palavras, e assim sigo o fluxo do mapa até o piano, o elefante morre, cavaleiros ainda são gentis, apesar de tudo, ainda desejo trazer um lar a quem tento lembrar no amanhecer de pachuca, mesmo neste mundo frio podemos ser lindos, no deserto branco a tempestade chegou sem avisos, não a merecemos, seguiremos por túneis que brilham como castelos,pois tenho troféus a oferecer e pergunto-me:
- Será que disfarcei tudo que poderia ter dito?!

E finalmente não somos ninguém, somos o que ensaiamos ser.





P.S:
“Flutuando entre hospitais e lares, caminho entre a vida e a mentira, e sei todas as coisas horríveis que ninguém precisa saber; Agora eu vejo como eles estão reagindo tardiamente, aqui abalo uma antiga amante e aí reside à esposa de um comboio do naufrágio apenas á espera da costa.
Faço disto um sonho, porque eu realmente não acredito que ela foi embora, tomo o meu remédio e fazer-lhes acreditar que sou um homem melhor, mas realmente eu estou melhor e mais contente, mesmo sendo distante.”

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