quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Com Dentes...

Sim, o assunto asmático,
discutido com lucidez absoluta.

Não podemos continuar a adiar os músculos,
apenas sobrevivendo através da pele de nossos dentes.
Não podemos continuar a adiar independência,
Estamos cansados da mesma velha história,
hoje à noite o imóvel deve se desocupar,
para que possamos acelerar a partir de uma sociedade estagnada.

Em um sistema padronizado
Mantenha o ritmo para ser admirado, alguém dê o primeiro passo,
ser corajoso e ocupar

Ok, eu admito, estamos totalmente perdidos.
Imagine que, em seguida...

Perdemos a sanidade, nós perdemos o ritmo em nossos calcanhares.
Tememos assim, nao atingir um lucro
que se engasgou quando percebemos que era somente firmação
somos todos feitos da mesma matéria úmida,
não alcançamos o topo, com nossos pés

terça-feira, 20 de julho de 2010

Olhando para o dormitório, e vem a manhã
Não encontro o seu rosto em seus óculos
Pegue o luar pela cauda
É uma visão chuvosa, você está sombreado.

O que é exatamente o mesmo
O que está a tentar com sua coroa?
Eu estou desperdiçando meu reflexo, andando pela calçada
Então use meu reflexo, que você está enfraquecendo
Eu estou esperando há tanto tempo ...

Explodindo a tempestade ao redor
Não vire o rosto para as costas
Em silêncio, tenho um sonho melhor
Canta o vento, você está escondendo - se
Os ventos de chuva, iram lavar
Tudo o que você deseja em a sua coroa
Não é um fim, mas é infinito
Embora de fato, estamos desaparecendo
Eu estou esperando há tanto tempo ...
Eu estou esperando ...

Sendo exatamente o mesmo
O que está a tentar com sua coroa?
Eu estou desperdiçando meu reflexo, volte
Então use meu reflexo, que você está enfraquecendo
Eu estou esperando há tanto tempo ...

Eu estou esperando ...

terça-feira, 13 de julho de 2010

4:15 AM

O relógio se repete no bater da meia noite

Eu não te amo
Posicione os soldados em seu jardim, faça sua garganta coçar
A vida vem buscando o amor, o amor "

00:30
ah o prazeroso silêncio, o prazer do silêncio
4:15
o incomodo de passos, o incomodo da multidão

Agora aproximando a abordagem do amanhecer, ele não se contem, gostaria que não amanhecesse, o dia não poderia aguardar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Opala

Para alguns de vocês, eu vou embora sem hesitação
no fim do mundo em cima do telhado

Marcando seu caminho com sementes dispersas sob as estrelas de opala,
á sua maneira
no meio da multidão, a única sob as estrelas de opala
á sua maneira
ao longo de seus órgãos

Apenas algumas vozes, um sussurro de sugerir
vamos imaginar mãos entrelaçadas

Tenho polvilhado e depositado sementes de opalas sob as estrelas
á sua maneira
Depositei as sementes de opalas
á sua maneira
ao longo de seu coração

terça-feira, 4 de maio de 2010

Faltando uma cor

Estou perdendo a cor
E onde a tela
se foi

Quando a caneta no papel se apega
a caneta se debate sobre o papel
quando a caneta se apaga
a caneta sobre o papel

Estou perdendo a cor, permaneço - me calmo
E você, onde a tela
tem se perdido

São os dias
quando nós rimos

terça-feira, 13 de abril de 2010

eludece

É aquele medo novamente
Vindo através da grama
Lá no fundo ele vai, através da parede ele se vai
Entoando uma canção para mim, cantando para eu dormir

É aquele barulho novamente
Vindo através da grama
Barulhento se vai
Entoando uma canção para mim

É aquele lugar novamente
Aquele atrás das praias...

Comemorativo

O encanto é quebrado, não ficarei em panico
O inverno a consumir, o sol a capturar
Monumentos de culpa
Se eu tivesse um desejo, eu vou parar todos os relógios
Em minha reflexao, a magia é quebrada

Nós ainda estamos vivos
Irradiando nossos sorrisos

É na lúxuria que vaga, que nos entregamos e tomamos
Eles nunca poderiam cumprimentar - me, receio

Eu enxergo no verso gasto
o encanto é quebrado

Enfim ...
finalmente
Agora, sinto que não é perceptível
Dentro de meus anseios, sou mais jovem

terça-feira, 6 de abril de 2010

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros

segunda-feira, 29 de março de 2010

Heróis para fantasmas

O vento toca em minha pele
Através da porta da sala
E no parapeito da minha janela
Toca uma velha canção triste
Espero que esta noite
Você toque o meu cabelo
E desenhe nossos sonhos nas minhas costas

Anda na margem
Tão elegante
Grita em prazer
Grita nas paredes silenciosas
Eu acho que esta noite
Eu vou sonhar com línguas salgadas
Então as lembranças irão gotejar nas minhas pernas

sábado, 20 de março de 2010

Sonhando sobre vingança

Os ponteiros de um relogio úmido sussurram acima do criado mudo
Quando você acordar, você vai estar com tal dor
E eu espero com a placa, acumulado com meu amor
Que você costuma a se alimentar

você acha que pode me conter
Mas o futuro já é conhecido
Damos ao nosso descanso, e o melhor de nós, embora
Nós estaríamos melhor sozinho

Não há necessidade de ser tão terrível
Quando você sabe que eu faria qualquer coisa por você
Isto é tão ridículo, o que tenha acontecido
Sabendo-se que esta foi sempre...
fora a agudeza de sentimentos tão...
Vou ser protegidos de todo o seu mal
Quando você vir a este circulo, meu amor, eu vou embora, finalmente feito
Nunca virei a seu salvamento

Aceite o silêncio

Curta o silêncio

Palavras são como a violência
Quebram o silêncio
Vem colidindo
Dentro do meu pequeno mundo
Doloroso para mim
Me perfurando por dentro
Você não pode entender
Minha Garotinha

Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu sempre precisei
Esteve aqui em meus braços
As palavras são muito desnecessárias
Elas só podem prejudicar

Promessas são ditas
Para serem quebradas
Os sentimentos são intensos
As palavras são insignificantes
Da satisfação sobra
então, a dor
As palavras são inexpressivas
E esquecíveis

Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu sempre precisei
Esteve aqui nos meus braços.
As palavras são muito desnecessárias
Elas só podem prejudicar

terça-feira, 16 de março de 2010

All is full of love - Bjork

Você será dado ao amor
Você será tomado de cuidados
Você será dado ao amor
Você tem que confiar

Talvez não vindo das fontes
Você derramou as suas
Talvez não vindo das direções
Que você está olhando fixamente

Olhe ao seu redor
Está tudo à sua volta
Tudo está cheio de amor
Tudo à sua volta

Tudo está cheio de amor
Você apenas não o recebe
Tudo está cheio de amor
Seu telefone está fora do gancho
Tudo está cheio de amor
Suas portas estão todas fechadas
Tudo está cheio de amor
E seja o pequeno anjo

Tudo esta cheio de amor, tudo esta cheio de amor
Tudo esta cheio de amor, tudo esta cheio de amor...

A Estólida Chama do Desejo

Eu amo teus olhos, minha querida
O fogo esplêndido e ofuscante deles
Quando, subitamente, tu os levanta
Para lançar um rápido e envolvente olhar

Como raio que brilha no céu
Mas há um encanto que é ainda maior

Quando meus olhos de amor estão baixos
Quando tudo é inflamado pelo beijo da paixão

E através dos teus tristes cílios
Eu vejo a estólida chama do desejo

segunda-feira, 15 de março de 2010

O que tem debaixo de sua cama ?

Nós estamos competindo com a obscuridade
Em uma estrada ao longo da ferida
E a lei diz que devemos parar
Então, nós quebramos um par mais
Com todas as janelas fechada
Acabamos de jogar as latas fora
E agora você está rindo através do vento
Jurando não vamos fazê-lo novamente.
Nós estamos parando demais agora
Mas ao pagar vende-se
Nós exitamos muito agora
Mas, nós somos jovens demais para nós
Nós estamos competindo com a obscuridade
Escondido pelo píer
E você correu para o mar
Como um policial sem medo
"Você vai estragar seus sapatos!"
"Você vai estragar seus sapatos!"
Vocês vadearam por uma casa noturna
Bom, você faz isso todos os dias
A baía é tão incerto
Está muito frio, mas temos de nadar
Chuva pode vir a qualquer momento
O céu cinzento se fechando
Eu não poderia dormir "por este dia"
Você não poderia vir tão cedo
Para quebrar-me
E agora eu vou dormir por dias
Mas em um lugar diferente.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Rostos e bocas largas

Eu era um garoto distraído, sem pretensões
Procurando por prazeres gastos
Quando olho, em seus olhos sinceros
Largo minhas distrações plásticas
Eu cortei meu longo cabelo
Roubando milhas para te encontrar
E mantenho minha atençao por ti,
quando a saudade é dolorosa

Agora eu sou um grande gordo
Estações novas se distanciam das antigas
Assistindo você em uma pequena tela
Cabelos chamativos
Beijando uma lembrança tão proxima
Abandonando essa terra
E sonhando nossa eternidade

Eu achei você
Minha garota, ciumenta, chorando
Ou seria somente um desencontro?
Grandes distancias

Eu estarei te esperando,
acima do tapete de boas vindas

sábado, 30 de janeiro de 2010

Fragmentos

Divagando sobre o puído do passado, permite que a desconfiança atormente
somente nunca pense, serei cuidadoso contigo.

O silêncio é tão sufocante quanto alto - berrantes
não se aterrorize com o silêncio, seus ouvidos ansiosos
não se aterrorize, estarei aqui durante o cataclisma,
pois voce é quem usa a coroa.

Seus oradores estão soprando,
Você não pode disfarçar, diante dos meus olhos.

Em meus olhos, em meus ouvidos

Urso pardo

Eu serei surpreendido com um presente, que não desejo.
Mesmo assim as árvores continuariam calmas,
faça sua decisão com um beijo
talvez eu tenha calafrios, e quando eu voltar para casa
certificarei - me que toda a lama sera deixada no topo do tapete

Pele e tecido, não foi nosso encontro
pense em todas as formas, economizando dias
incapaz de expressar
icontáveis meses, e um empréstimo

O urso pardo agora é capaz de construir um lar

Mãos acenam em adeus, quero que você saiba, o que eu fiz... tinha de ser feito.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Inverno

Abertamente lhe digo, estou esperando por mais terrores, afogo tais temores em sua taça de vinho. A noite é tão obscura e muda, mas as mãos fazem o seu bater de letras tão berrante quanto a multidão, e sei, que estamos a anseiar por um outono menos seco, mas agradecemos por nossos lares na primavera.
Deixe eu limpar estas folhas secas, em nosso piso de mármore azul, e sustentar nossa lucidez, em nossos sonhos mais sóbrios.
Não abandonarei seu rosto, não a farei de tola.
Estamos dançando por nossos desencontros, mas ainda temos um dia mais claro com alto-berrantes.